Governo de Maracajá fatura mais de R$ 300 mil em leilão de recicláveis e bens inservíveis

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Pioneiro no Extremo Sul catarinense, Maracajá dispõe de um Centro de Triagem, onde todo lixo recolhido no município é separado, e aqueles que são recicláveis são separados e vão a leilão. Este ano, a Administração Municipal, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Turismo, conseguiu realizar dois leilões, sendo um no mês de junho e outro na última quinta-feira, dia 25/11.

O leilão aconteceu de forma presencial no Centro de Eventos anexo ao Parque Ecológico, e também contou com a participação de compradores on-line. Em pouco mais de 2h30min, todos os 37 lotes foram arrematados, somando R$ 341.349,00.

O prefeito Anibal Brambila acompanhou pessoalmente o leilão e considerou o resultado bastante positivo. "Acompanhar de perto como funciona um leilão é bem interessante, onde há uma disputa grande entre alguns bens leiloados. Além disso, percebemos que pessoas de bem longe também acompanham e compram no nosso leilão, como um arrematante de Barroso/MG, que adquiriu sete lotes (trator, carretão e os equipamentos do parque)", detalhou o prefeito.

Segundo o secretário de Meio Ambiente, Geraldo Leandro, os valores arrecadados no leilão retornam para a Administração, que destina para onde ou setor que será investido. "Parte do valor do primeiro leilão está sendo investido na construção de um galpão 200m2, no Centro de Triagem, para acomodar o material retirado da triagem, uma vez que o pavilhão existente não comporta mais a demanda que o município produz. O valor investido será de cerca de R$ 168 mil", detalha Geraldo.  

Geraldo lembra que o mercado de produtos recicláveis tem crescido muito no país, isso porque em muitos lugares falta material, e com a pandemia aumentou ainda mais. "Além de obtermos bons lucros com a venda, também economizamos o dinheiro público, pois o material deixa de ir para um aterro sanitário, onde há custos ao município. E ainda, conseguimos dar uma contribuição significativa ao meio ambiente", concluiu.

10 lotes arrematados

Roseli Mário Vieira, que tem residência em Maracajá e Balneário Arroio do Silva, conta que é a segunda vez que participa de um leilão no município. "Meu objetivo vai além do lucro, pois penso muito no Meio Ambiente, pois todo lixo recolhido seria encaminhado a um aterro sanitário. Maracajá está de parabéns, pois está à frente de outros municípios, por possuir coleta seletiva e fazer a destinação correta", relatou.

Roseli arrematou 10 lotes dos mais variados materiais, como latas de alumínio, papelão e material eletrônico.